6 estratégias para implementar em seu projeto e reduzir os custos de obra

Os projetos de construção civil envolvem altos custos e é preciso que os gestores das construtoras saibam como economizar, principalmente, no atual cenário de crise. Selecionar materiais e mão de obra mais baratos podem não ser as melhores estratégias para se reduzir custo de obra.

Os gestores têm que ponderar sobre quais são os menores custos considerando a qualidade do serviço e os prazos de entrega da obra. O artigo de hoje visa ajudar a sua empresa a economizar em seus projetos, listando seis estratégias para reduzir custo de obra. Vamos a elas!

reduzir custo de obra

1. Aumento da produtividade dos funcionários

Os funcionários da obra devem contar com canais de comunicação que acelerem as trocas de informações entre eles. Se eles puderem tirar dúvidas enquanto executam os serviços, serão capazes de tomar as decisões certas com rapidez e retrabalhos serão evitados.

O gestor da obra deve saber atribuir tarefas para as pessoas certas. Os trabalhadores da construção civil têm diversos perfis, com especializações e tempos de experiência diferentes.

Serviços atribuídos a profissionais errados podem resultar em tarefas mal executadas. Refazê-las significa a perda de materiais e de tempo. Além disso, os profissionais que realizam trabalhos nas áreas em que têm experiência trabalham com mais confiança. Eles podem ter autonomia na tomada de decisões, liberando o gestor para cuidar do andamento geral da obra.

As equipes também precisam ser multidisciplinares para atender a todas as demandas da obra. Além disso, a capacitação dos trabalhadores também pode aumentar a produtividade. A montagem do grupo de trabalho certo e com a experiência necessária é importante, pois as ações planejadas visando a redução de custos da obra têm que passar por funcionários de todos os níveis da construtora.

2. Uso racional de máquinas e equipamentos

O gestor deve considerar se vale mais a pena alugar ou comprar as máquinas e os equipamentos usados na obra. A compra é indicada para empresas que trabalham várias vezes com projetos parecidos — que demandam um mesmo tipo de equipamento — ou que trabalham em projetos de longa duração.

A empresa deve levar em conta também os custos de manutenção de equipamento enquanto ele for utilizado. Isso pode tornar o aluguel mais atrativo financeiramente.

Caso escolha o aluguel, este deve ser feito com um bom contrato de locação, que dê segurança à construtora. O contrato deve deixar claro quais são as condições de manutenção ou de troca dos equipamentos e a responsabilidade de cada parte com relação à preservação.

3. Uso consciente de materiais

Os materiais podem representar mais da metade dos gastos da obra. Uma boa gestão de uso desses materiais significa é uma ótima maneira de reduzir custos de obra.

Uma das formas de economizar é negociar diretamente com o fabricante ao invés das lojas de material de construção. A depender do porte e do tipo da obra, você pode comprar materiais como tijolos, cimento e aço diretamente da fábrica e, assim, economizar bastante.

Outra estratégia é o reaproveitamento. As lojas de materiais de demolição oferecem insumos retirados de construções que foram demolidas. Nelas o comprador pode achar cerâmicas para revestimento, granito, madeira, entre outros. Porém, tenha cuidado ao comprar, fazendo uma seleção criteriosa.

Usar tecnologias verdes também pode ser um método interessante para economizar, além de beneficiar o meio ambiente. Por exemplo: alguns tijolos ecológicos têm um design que facilita o encaixe, reduzindo o uso de cimento entre eles.

A compra em grande quantidade pode ser vantajosa pela obtenção de desconto do fornecedor, mas a construtora precisa ter cuidado com o estoque. Se for impraticável estocar grandes quantidades, opte por compras menores. Os materiais estocados de forma inapropriada se degradam mais rapidamente e são desperdiçados, resultando em prejuízo.

4. Elaboração de um planejamento preciso

Um bom planejamento deve resultar num cronograma e num orçamento bem elaborados. O primeiro se refere à gestão do tempo e o segundo à gestão de custos, mas ambos estão bem interligados.

Os métodos construtivos usados na obra devem ser escolhidos no planejamento. Se for utilizado um método mais caro que o convencional, ou se a construtora resolver aumentar o número de turnos pensando no cronograma, seus gestores devem se lembrar do impacto que isso causa no orçamento.

Elaborando o cronograma

O cronograma deve ser feito listando os serviços (abrangentes) e as tarefas (específicas) para a realização desses serviços. Eles devem ser colocados em sequência com a definição de marcos que indiquem quando devem ser finalizados.

Além desses marcos, devem ser listadas as tarefas diárias para um controle mais preciso do andamento da obra. A eliminação ou compensação de atrasos ajuda o projeto a ficar dentro do orçamento.

Elaborando o orçamento

O orçamento deve ser feito sobre serviços e tarefas, por isso, a base elaborada no cronograma é tão importante. Há dois tipos de orçamento que devem ser feitos:

  • estimativa de custo: ela deve ser feita para a avaliação da viabilidade do projeto. Um método comum para realizá-la é por meio do valor do Custo Unitário Básico por metro quadrado (CUB/m²);
  • orçamento analítico: ele deve levar em conta todos os gastos por tarefa, sendo bastante específico. Uma dica para sua elaboração é o uso das tabelas do SINAPI.

5. Uso de tecnologias

As novidades na área de informática podem ajudar muito a reduzir custos de obra. Veja duas delas:

Softwares de gestão

Esses programas se tornaram ferramentas fundamentais para o bom gerenciamento da obra. Eles possibilitam o controle de materiais, de mão de obra e do cronograma num ambiente integrado.

Outras vantagens dos programas de gestão são a mobilidade e a sincronização. Eles podem ser acessados a partir de dispositivos móveis permitindo seu uso no canteiro de obras. A sincronização de aparelhos e computadores por meio desses softwares permite que as informações sejam compartilhadas em tempo real.

Building Information Modeling (BIM)

Os softwares BIM, ou Modelos Virtuais de Edificação, geram modelos que vão além das representações geométricas em 3D.

Eles permitem a adição de informações que serão fundamentais para o controle de gastos como a quantidade de materiais necessários, especificação dos componentes de acordo com os fabricantes, mão de obra necessária para a instalação e o custo envolvendo a execução do serviço.

Assim, o BIM deve ser utilizado por profissionais de diversas áreas, que podem trabalhar no modelo simultaneamente. Isso permite que discussões sobre a execução da obra e seu custo sejam feitas com bastante precisão ainda na fase de projeto, reduzindo problemas no canteiro de obras e desperdícios.

6. Escolha certa de fornecedores

Vários fatores devem pesar na escolha de um fornecedor tendo em vista a redução de custos. É importante considerar o preço, mas não somente isso. Afinal, deve-se ter cuidado para o barato não sair caro.

Os produtos muito baratos podem ter origem em fornecedores duvidosos, que oferecem materiais produzidos sem controle de qualidade ou cuja situação fiscal está irregular.

A checagem da regularização da empresa pode ser feita no site ou no aplicativo da Receita Federal, consultando por CNPJ.

A qualidade dos materiais pode ser atestada por meio de visitas a locais onde os produtos já foram utilizados. Consultar a reputação dos fornecedores perante outros clientes também é uma boa prática para a escolha certa.

Depois de filtrar os fornecedores com base na responsabilidade fiscal e na qualidade de seus produtos, é hora de fazer uma pesquisa de preço.

A segmentação dos fornecedores é importante durante essa pesquisa, já que eles podem oferecer condições melhores apenas para determinados tipos de produto. Se esse for o caso, não compre tudo no mesmo lugar e faça a melhor escolha para cada material.

Avalie e negocie as condições e prazos de entrega e de pagamento. Algumas empresas podem dar descontos dependendo do volume de suas compras e outras podem ter preços atrativos, mas ainda não contarem com a quantidade suficiente no estoque. Leve tudo isso em consideração para não ficar com material em excesso ou em falta no seu canteiro. Ambas as situações causam prejuízo.

Listamos no artigo de hoje seis estratégias excelentes para reduzir custo de obra. Quer receber mais dicas sobre o construção civil e reformas? Siga nossas páginas nas redes sociais! Estamos no Facebook, Instagram e LinkedIn.

 

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