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Casas acessíveis: como construir ou reformar?

O que vem à sua mente quando o assunto é acessibilidade em uma casa? Se pensou nas adaptações feitas para que uma pessoa que usa cadeira de rodas possa se deslocar com autonomia, em pisos derrapantes ou táteis para auxiliar pessoas com deficiência visual, sinalização sonora para quem tem déficit auditivo, você está no caminho certo.

No entanto, o conceito de acessibilidade só pode ser entendido de maneira completa se considerarmos as necessidades de cada pessoa envolvida. Hoje, por exemplo, há uma preocupação cada vez maior com os idosos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, em 2050, o número de homens e mulheres com mais de 60 anos no Brasil deva ultrapassar os 60 milhões. Portanto, é urgente que pensemos em transformar nossas casas em ambientes adequados também para esse público.

Além desses dois grupos, também é essencial planejar a acessibilidade para as crianças, de modo que elas possam crescer em ambientes confortáveis e que favoreçam o pleno desenvolvimento dos pequenos com segurança.

No texto de hoje, vamos explicar a você tudo sobre casas acessíveis. Confira!

 

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O que são casas acessíveis?

Dependendo da fase da vida, temos necessidades diferentes. E essas transformações naturais passam também pelo próprio lugar em que vivemos. Crianças, adultos e idosos têm suas particularidades, e uma casa acessível, como o próprio nome sugere, é aquela que vai conseguir garantir as necessidades de conforto e segurança das pessoas que vivem em determinado local.

Portanto, no caso das crianças, um detalhe que faz diferença ao tornar o ambiente mais acessível é o mobiliário baixo. Isso estimula os pequenos a desempenharem atividades corriqueiras de maneira mais segura e independente.

No caso de idosos, é importante instalar elementos que visam oferecer maior segurança, como barras de apoio nos banheiros. Indivíduos com mobilidade reduzida precisam de maior espaço entre as portas, corredores mais amplos, facilidade de acesso a elevadores, plataformas elevatórias, dentre outros aspectos.

Isso também acontece com as pessoas com deficiência, seja física, auditiva, visual. Diferentes necessidades pedem variados tipos de acessibilidade. Porém, o objetivo é um só: deixar o espaço mais confortável e apropriado para garantir autonomia, independentemente das limitações.

Vale a pena reformar minha casa para torná-la acessível?

Muitas vezes, a decisão de reformar a casa para deixá-la acessível só ocorre quando há uma necessidade mais urgente. No entanto, algumas particularidades exigem mais atenção, e é necessário deixar a pressa de lado.

De acordo com a arquiteta e mestre em Engenharia Civil, Francielle Henrique Lucena, ao contrário de uma construção acessível, que tem parâmetros muito bem definidos desde a planta, a reforma pode enfrentar alguns problemas estruturais. Afinal, o imóvel não tinha sido pensado para cumprir alguns requisitos de acessibilidade, e, algumas vezes, a adaptação não é possível, por conta da própria estrutura do espaço.

Por essas razões é que a reforma demanda um conhecimento técnico ainda maior dos envolvidos. A dica é sempre contar com empresas que tenham, entre seus colaboradores, arquitetos e engenheiros que serão os responsáveis técnicos por buscar soluções criativas para transformar uma casa em um espaço acessível.

Por que construir uma casa com acessibilidade?

O levantamento de uma casa acessível está ligado, principalmente, à oferta de maior comodidade e segurança para as pessoas que viverão no local. No entanto, como já vimos, as necessidades podem variar bastante de caso para caso.

Na hora de construir casas acessíveis, portanto, em primeiro lugar, é preciso definir quais são as necessidades dos moradores e os elementos fundamentais para mobilidade e acessibilidade. Ainda que haja um “desenho universal” para residências que podem atender a todo tipo de pessoa, essas definições dependem de uma série de aspectos, como a limitação do espaço físico, por exemplo. É ele quem vai ditar o que é possível fazer dentro do terreno.

Se a demanda tem a ver com a acessibilidade para idosos, por exemplo, é preciso prever uma série de detalhes que não podem faltar. A busca pelo conforto para as pessoas que estão na terceira idade pode estar presente tanto em um acabamento antideslizante no piso do banheiro quanto na escolha correta do papel de parede do quarto. Já pensou nisso?

Confira, a seguir, 10 dicas para casas acessíveis para idosos:

  • opte por janelas de correr e evite as do tipo guilhotina;
  • use um papel de parede simples, pois cores fortes podem causar confusão na noção de profundidade;
  • escolha o piso derrapante com atenção;
  • instale corretamente as barras de apoio (nos banheiros) e o corrimão (nas escadarias);
  • substitua degraus por rampas comuns ou elevatórias;
  • disponibilize plataformas elevatórias ou elevadores como alternativa às escadas;
  • priorize móveis firmes e poltronas mais rígidas;
  • coloque guarda-corpos nas áreas externas;
  • ilumine bem os ambientes de passagem;
  • planeje uma boa iluminação geral, seja com luz natural ou luminárias, dimmers, LED, entre outras opções.

O que não pode faltar em casas acessíveis?

Para ser considerada acessível, uma residência deve prever uma série de elementos específicos para o morador que estará no espaço diariamente e precisará de suporte para suas atividades. Como as necessidades variam, vamos listar os detalhes que devem constar no projeto de casos distintos. Confira:

Pessoas em cadeira de rodas

Indivíduos que usam cadeiras para se movimentar precisam de bastante espaço para fazer deslocamentos pelos estruturas de uma casa: corredor, elevador, quarto, cozinha, banheiro, etc. Por isso, a mobilidade deve ser pensada para essa necessidade específica. Alguns elementos, como plataformas elevatórias (para casas com mais de um pavimento, por exemplo) e rampas de acesso em entradas e saídas, devem estar no projeto.

Outra adaptação necessária é a altura dos objetos. Pias, fechaduras, gavetas e armários são detalhes que devem ser exclusivamente pensados para a estatura média de alguém que se locomove com cadeira de rodas.

Crianças

Algumas linhas da pediatria estimulam que os pequenos convivam em um ambiente que os estimule a ser mais independentes e resolver os problemas simples sem a ajuda de um adulto. Objetos como mesas, cadeiras, privadas e interruptores têm de ser instalados em altura mais baixa, facilitando o desenvolvimento das atividades das crianças.

Outros detalhes também não podem ser deixados de lado, como é o caso de guarda-corpos nos vãos das escadas ou nas áreas externas e de redes de proteção em janelas e sacadas.

Idosos

Em muitos casos, a dificuldade de movimentação de um idoso aumenta com o passar dos anos. Portanto, a mobilidade reduzida pede alguns cuidados adicionais, como o uso de elevadores, plataformas elevatórias e rampas na residência.

Além disso, como já foi dito por aqui, idosos precisam de barras de apoio para ter mais segurança ao caminhar, principalmente em ambientes que apresentem umidade e dificultem passadas firmes, como é o caso do banheiro.

Por fim, quando falamos em acessibilidade no ambiente residencial, devemos pensar em diversas situações do cotidiano para encontrar as soluções compatíveis com a realidade apresentada. E buscando uma empresa especializada nesse serviço, é possível obter um diagnóstico técnico sobre as necessidades e a viabilidade de construir ou reformar casas acessíveis.

Gostou deste artigo? Entre em contato com a Daiken Elevadores conosco e conheça mais detalhes sobre acessibilidade no nosso site!

 

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