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3 medidas primordiais de segurança em plataformas de acessibilidade

A construção civil é um dos setores mais importantes para a economia brasileira. Ela gera muitos empregos e cria a infraestrutura necessária para a vida no campo e na cidade. Dessa forma, um engenheiro civil precisa atuar com qualidade, acompanhando as tendências do mercado e adotando medidas eficientes.

Após um período de crise, já é possível perceber sinais de melhoras. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o índice de confiança da construção aumentou 1,4 ponto em setembro de 2017. Com isso, esse indicador alcançou o mesmo patamar do mês de abril de 2015, momento em que as construtoras ainda não enfrentavam tantas dificuldades.

Apesar de esse número ser pequeno, ele mostra que o cenário está mudando. Com o passar do tempo, novas oportunidades surgirão, e você deve estar preparado para atender às demandas dos clientes.

Uma questão muito importante está relacionada à segurança em plataformas de acessibilidade, já que todas as edificações devem ser acessíveis para qualquer pessoa. Por esse motivo, este post vai mostrar três medidas primordiais que não podem faltar em suas obras. Acompanhe!

Por que ter um estabelecimento acessível é importante?

A acessibilidade é um conceito que deve estar presente em todas as etapas construtivas. Ela cria um ambiente que possibilita a condição de alcance, a percepção e o atendimento para uma com pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. Além do mais, ela visa derrubar as barreiras para a adaptação e locomoção em nossa sociedade.

Dessa forma, idosos, gestantes, usuários com carrinhos de bebê e pessoas com deficiência podem acessar uma residência ou um prédio comercial com facilidade.

E não pense que essas situações estão distantes da sua realidade. Imagine, por exemplo, que você tenha sofrido uma lesão em seu pé direito e precise utilizar uma cadeira de rodas para se locomover. Nesse momento, a plataforma de acessibilidade é uma forma muito segura para a sua locomoção.

Além disso, as prefeituras não aprovam mais projetos arquitetônicos que não estejam adequados à lei de acessibilidade.

Existe a norma NBR 9050 também, que define os aspectos relacionados às características de acessibilidade no meio urbano. Segundo ela, vários critérios devem ser inclusos em seus projetos, como:

  • tecnologia assistiva;
  • rampas de acesso;
  • plataforma elevatória;
  • informações em braile;
  • banheiros acessíveis.

Uma construtora que não segue esses padrões perde espaço no mercado e não consegue atrair novos clientes, já que a demanda por lugares acessíveis não para de crescer. Quem não acompanha essa tendência coloca em risco o futuro da gestão e não contribui para a melhoria da qualidade de vida na sociedade.

segurança em plataformas de acessibilidadeO que diz a norma NBR ISO 9386-1:2013?

Assim como em todas as outras áreas de atuação da construção civil, existem normas que regulamentam a segurança em plataformas de acessibilidade. Elas determinam diretrizes que devem ser seguidas pelos profissionais em nosso país. Não se esqueça de que elas trazem benefícios para todos os envolvidos, como o aumento da segurança no canteiro e a otimização do desempenho da estrutura.

A NBR ISO 9386-1 foi lançada em 2013, substituindo a norma 15.655-1 de 2009. Ela determina todos os requisitos para a construção de plataformas elevatórias para acessibilidade. Os equipamentos utilizados nessa atividade precisam estar de acordo com os seus parâmetros. Essa norma mostra como as ferramentas para o uso de pessoas com mobilidade reduzida devem funcionar, elas estando em pé ou sentadas em cadeiras de rodas.

Você deve conhecer os principais critérios relacionados à fabricação e instalação de uso de plataformas de acesso antes de instalá-las em suas obras. As plataformas elevatórias não podem percorrer distâncias maiores do que 4 m. Quando a altura exceder 2 m, elas devem ser obrigatoriamente enclausuradas. Em todos os casos, o acionamento deve sempre ser em pressão constante. Esses fatores dão mais tranquilidade e segurança aos usuários.

A capacidade mínima de carga deve respeitar o tamanho da cabina estipulado pelo fabricante. O uso inadequado da estrutura atrapalha a sua performance, por isso, saiba quais são as necessidades dos futuros usuários e escolha uma solução adequada.

O operador deve ter autonomia e facilidade para acionar o equipamento também, ou seja, a ajuda de outras pessoas não deve ser necessária para a operação da plataforma de acessibilidade.

Existem padrões para o tamanho da cabina de uso público e o vão de porta livre de entrada, 0,90 m x 1,40 m e 0,90 m respectivamente.

Quais são as medidas de segurança obrigatórias para as plataformas de acessibilidade?

Alguns critérios de segurança em plataformas de acessibilidade são imprescindíveis, a fim de melhorar e assegurar a experiência do usuário. Abaixo, listamos alguns de seus principais exemplos:

1. Presença de freios

Os dispositivos percorrem distâncias curtas quando comparadas com elevadores comuns. Contudo, as medidas de segurança são similares. O freio instantâneo é obrigatório em todas as situações, pois ele evita a queda livre. Além disso, o botão de emergência também não pode faltar. Caso algo inusitado aconteça, o usuário deve ter liberdade para acioná-lo.

2. Funcionamento com portas fechadas

A norma não permite que as instalações funcionem com portas abertas, a fim de aumentar a segurança. De forma similar, não pode existir qualquer saliência no percurso da plataforma vertical.

3. Uso de sensores

Os sensores ajudam a identificar situações de perigo e proteger os usuários. Eles devem impedir a abertura da porta quando a cabina não estiver no pavimento. Ademais, devem existir sensores duplicados de parada inferior e superior, e a parada deve ser imediata caso as portas se abram durante o movimento

Como funciona a penalidade em caso de desobediência à norma?

O não cumprimento das determinações normativas gera uma série de problemas para todo o projeto. Em caso de desobediência às estipulações, o responsável é notificado e deve realizar a troca do equipamento em um prazo estipulado pela Justiça. Multas podem ser aplicadas também.

Existem, de fato, vários desafios que um engenheiro civil precisa superar para provar o seu valor. Esse profissional deve fazer escolhas que respeitem a natureza, otimizem o orçamento da empresa e criem estruturas acessíveis e eficientes.

Na hora de prezar pela segurança em plataformas de acessibilidade, é muito importante contar com um fornecedor de confiança. Portanto, tenha um parceiro de trabalho com grande experiência de mercado. Opte por uma empresa que ofereça equipamentos de qualidade, que respeitem as normas existentes.

E então, o que você achou do nosso post? Entendeu como a segurança em plataformas de acessibilidade é necessária para o bem-estar das pessoas em nossa sociedade e o crescimento de uma gestão?